O parto normal, apesar de ser considerado uma alternativa mais favorável à saúde da mãe e do bebê, tem sido quase relegado ao esquecimento pela população e por parte dos profissionais da área médica.
Com o objetivo de promover uma discussão sobre o problema e incentivar a retomada deste tipo de parto, a disciplina de Obstetrícia do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tem realizado cursos para especialistas da área de obstetrícia.
A Unifesp tem discutido aspectos técnicos, sociais e comportamentais que cercam a questão, como assistência à criança e à parturiente, monitoração fetal, além de mitos e verdades sobre o parto normal.
Segundo o professor titular da Obstetrícia da Unifesp, dr. Luiz Camano, apenas 10% dos nascimentos na rede particular e conveniada de saúde são realizados adotando o parto normal.
Nos hospitais universitários e nas unidades de saúde públicas, tal índice não ultrapassa os 30%.
Essa realidade, avalia o especialista, torna-se preocupante se forem levadas em conta as vantagens do parto vaginal sobre a cirurgia cesariana.
O especialista enfoca como vantagens o menor risco de infecção e diminuição na incidência de doenças tromboembólicas (obstrução de artérias e veias por coágulos), menor morbidade no pós-parto, sem falar na redução dos custos com o tratamento médico-hospitalar.
de mãe para mãe