Em primeiro lugar, eliminando o sentimento de culpa por não estar o tempo que gostaria com a família. "O mais importante é a qualidade do contato com a família e não a quantidade", ressalta o psicólogo e presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), dr. Rubens Coura.
Segundo o dr. Coura, algumas mulheres chegam deixam de trabalhar para se dedicar apenas à família por achar que esta é a única alternativa possível para contornar a questão, porém, esta decisão implica numa série de riscos. A preocupação excessiva em impor um novo ritmo, visando suprir as supostas necessidades do filho pode gerar impaciência e até agressividade inconsciente, sendo prejudicial à criança.
O papel da mãe mudou muito nos últimos anos. Hoje, na avaliação do presidente da APM, a sociedade e principalmente a família espera mais da mulher moderna.
É necessário uma dose maior de amplitude, compreensão e mais discernimento, uma vez que as transformações e avanços ocorridos nas últimas décadas geraram também mais problemas. "Hoje temos novas doenças, mais violência e isso influenciou na educação dos filhos. A mãe tem que ter uma visão maior do que ocorre à sua volta e mais jogo de cintura para resolver os impasses com os filhos", conclui, acrescentando que ela necessita do mesmo jogo de cintura para não esquecer que antes de ser mãe ela é mulher e tem energia, disposição e sensualidade suficientes para exercer plenamente o papel de mãe e profissional.
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