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  • Cólica: Barriguinhas que doem

    A cólica é uma das principais preocupações dos pais de recém-nascidos, pois ela é uma das responsáveis por choros intensos e incontroláveis que acontecem em determinadas horas do dia. Conhecida como "cólica dos três meses", ela começa quando o bebê está com semanas e continua até os três meses de vida. O importante é a mãe está preparada para lidar com a situação e contar sempre com a ajuda do marido.

    O Bebê 2000 reuniu algumas dicas de especialistas para amenizar o problema. Acompanhe!

    • Faça movimentos com o bebê, ande pela casa, ofereça mamadas, esfregue a barriguinha do bebê e faça bastante carinho;
    • Não opte por medicamentos
    • Lembre-se de procurar o pediatra na primeira vez que o seu bebê chorar sem consolo. Apesar de a cólica não ser perigosa, pode mascarar outros sintomas mais sérios e, por esta razão, a avaliação de um especialista é fundamental.

    É importante que você saiba que não está sozinha. Milhares de mulheres passam pelo mesmo problema, mas o ideal - para você e seu filho - é que o problema seja enfrentado com tranqüilidade e a certeza de que é passageiro. Confira alguns depoimentos de mães que enfrentaram a cólica infantil.

    ‘‘Minha filha teve muita cólica. O organismo não estava preparado para receber o leite materno.
    Lembro que às 6h da manhã já estava acordada com minha filha. Maria Fernanda chorava dia e noite.
    Eu também não agüentava mais o cansaço. Chorou sem parar no primeiro mês. Eu andava com minha filha por todos os cantos da casa. Passava óleo de amêndoa na barriga e nada.
    Usava uma fralda quente e colocava na barriga, mas não tinha jeito. Ela sentia dor, enquanto eu tinha rachaduras nos seios. Saía um pouco de sangue do ferimento. Telefonava e acordava minha mãe em plena madrugada. Com o tempo, fui adquirindo experiência. A pediatra dizia que a cólica era normal em recém-nascidos. Só passou quando Maria Fernanda completou três meses. Todos os dias tenho uma nova experiência.’’ Sulayne Moreira, 25 anos, vendedora, mãe de Maria Fernanda, três meses e meio.

    ‘‘No início, acreditamos que conhecemos todas as manhas deles. Minha mãe mora em Fortaleza (CE) e minha sogra, aqui. Uma noite, recordo que meu filho, Gabriel, chorava muito, de madrugada. Minha sogra, certa vez, disse que para saber se o bebê estava com dor de ouvido era só apertar as orelhas. Se chorasse forte, era sinal de dor. Segui o conselho. Gabriel chorava mais e ficava irritado. Achei que era mesmo dor de ouvido e usei um remédio. Não adiantou.
    Foi aí que resolvi preparar uma mamadeira. Ele mamou e dormiu tranqüilo até 10h da manhã do dia seguinte. Era fome, mas eu e meu marido, Manoel Inácio, ficamos apavorados com o choro. Pensamos até em telefonar para a sogra’’, conta Cláudia Fabrício Silveira, 26 anos, cabeleireira, mãe de Gabriel, um ano e dois meses.
    ‘‘Minha filha chorava e mamava muito no primeiro mês.
    Um dia, Mariana dormiu direto e eu telefonei para a pediatra apavorada. Minha filha estava dormindo há horas, poderia ser sinal de alguma doença. A médica disse que era normal, mas eu achava que tinha algum problema. Se ela chorava muito, ficava inquieta. E se não chorava, só dormia, também.
    A primeira vez que ela golfou liguei para meu marido, Sérgio Magalhães, chorando. Ele foi correndo para casa. Liguei ainda para a pediatra. Primeiro filho deixa qualquer mãe apavorada, principalmente no começo.
    Tudo que acontecia eu ligava para o meu marido, no trabalho, no bip e no celular’’, detalha Ana Maria Campos Magalhães, 29 anos, jornalista, mãe de Mariana, seis meses.

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