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  • Chupar o dedo: Um hábito que precisa ser eliminado

    O hábito de sucção é fisiológico em todas as crianças até os 2 anos.

    Nesta fase, chamada oral, a criança tem necessidade de sugar e pôr tudo na boca. É por meio dela que recebe estímulos e sensações que vão ajudá-la a conhecer o mundo que a cerca.
    Na fase oral é comum que a criança chupe o dedo. O dedo dá a ela uma sensação de conforto e segurança na hora de dormir ou quando está sentindo falta de um aconchego.

    Por volta dos 2 anos e meio, a maioria das crianças abandona espontaneamente o hábito de chupar o dedo, o que evita prejuízo para o posicionamento dos dentes, para a fala e a mastigação.

    Segundo os odontopediatras chupar dedo de forma prolongada e persistente pode levar à má oclusão, um problema no qual os dentes superiores e inferiores não se encontram adequadamente, além de causar uma anormalidade do tecido dos ossos do dedo predileto.

    Chupar o dedo também prejudica a respiração e a fala, já que a criança força a boca a ficar quase sempre aberta, com o lábio inferior caído. Assim, é muito comum a criança ter dificuldade de articular alguns fonemas, porque a língua se posiciona de maneira errada.

    O que a mãe pode fazer quando perceber que o recém-nascido começa a sugar um "paninho", a mão, ou o próprio dedo após as mamadas, é oferecer a chupeta para que ele não pegue o dedo.
    Para os especialistas é mais fácil tirar a chupeta, do que o dedo mais tarde.

    Para Marília Ribeiro, odontopediatra, se a criança chupa o dedo é importante que os pais tentem tirar esta mania o quanto antes. "Uma maneira que ajuda é trocar o hábito de chupar o dedo por outro, como por exemplo, comprando um bichinho lavável com orelhas e rabo grandes, que deve ser oferecido para ser sugado quando a criança tiver vontade de colocar o dedo na boca. Assim, o bichinho pode ser retirado mais facilmente do que o dedo que está sempre disponível".

    O importante é que os pais saibam que não se deve tentar uma eliminação brusca, como por exemplo, amarrar o dedo ou colocar pimenta, pois isto gera um trauma e dificulta ainda mais que a criança abandone o hábito.

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