"A asma é um problema de saúde pública, no Brasil", informa o dr. Charles Naspitz, professor titular da disciplina de Alergia e Imunologia Clínica do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo ele, a asma - doença crônica mais comum na infância - começa a apresentar os sintomas, em 70% dos casos, durante os primeiros dois anos de vida.
Clínicos gerais, pneumologistas, alergistas, imunologistas e pediatras são unânimes ao afirmar que, atualmente, a asma não tem cura, mas tem controle.
Segundo o dr. Dirceu Solé, professor titular em Alergia, Imunologia Clínica e Reumatologia do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo, tratamento preventivo é muito importante. "As complicações da doença são muito maiores do que o potencial de problemas causados pelo tratamento", alerta.
Dr. Solé cita os corticosteróides orais e os corticosteróides inalatórios como terapias mais usuais em pacientes com asma grave e moderada, mas os últimos devem ser suspensos tão logo se atinja o controle clínico. Entre os pacientes - que obtêm controle com baixas doses de corticosteróides -, a substituição por outros fármacos com ação antiinflamatória mais branda deve ser incentivada.
Entre as drogas que constituem o arsenal terapêutico atual, dr. Dirceu destaca os medicamentos de última geração os antagonistas dos receptores de leucotrienos Grande parte da população infantil corre o risco de desenvolver doença respiratória do trato inferior com sibilância, nos primeiros anos de vida, dependendo da exposição às infecções virais e da função pulmonar inicial logo após o nascimento.
"Com o crescimento, aumenta o número de pacientes que desenvolvem a sensibilização alérgica, o que mantém as exacerbações da asma", esclarece o especialista.
A consulta a um especialista é vital para iniciar um tratamento de controle adequado. Somente um profissional médico pode prescrever o tratamento mais adequado a cada criança portadora da asma